ALQUIMIA - FELICIDADE

13/03/2017


A poderosa visão rompeu o tapume violento e negro da noite e do tempo. Flores de pétalas negras sob a vastidão velada do desejo tornaram-se vermelhas, tornaram-se alvas.

A felicidade tocou o instante e abandonou-se entre o perfume da existência.

No abrigo da convergência de seres vivos, o lapso alquímico do amor fez a transmutação divina. Não sendo impossível, calou a voz humana e as aparências mergulharam no sono.

Não é propriamente um segredo que a felicidade é escorregadiça. Mas existe uma displicência em reconhecer que a verdadeira felicidade irradia.

Do claustro de nossas pequenas noções, somos invadidos por um sem-número de tolices e superficialidades, que tudo que a felicidade pode fazer é entranhar-se na paisagem movediça da realidade.

Carlos França