en-O Alento -A Lenda de Arquitaurus 

06/03/2017

"Ctônia ouviu do silêncio sua herança espiritual e se pôs a respirar mais profundamente. Nunca antes sentiu tanto prazer neste ato físico.

O alento dotado de uma sobrenaturalidade bordejou suas narinas e sua boca, conforme se presta a arte dos sensitivos. Seu espírito vagou ora como névoa, ora como látego, refazendo seu caminho e suas conquistas.

Não ofertou ao futuro um único suspiro e muito menos se impressionou ou se decepcionou com o passado.

Das longínquas palavras expressas pela voz da vida, não pôde concretizar tudo o quanto sonhou... mas existia uma vontade que nunca dormia, um sonho invencível que irrompia abruptamente da sinceridade; uma certeza que avançava contra a neblina da morte....

o mistério a alcançou sem que isso suscitasse apego, extravagância ou destino."

(Livro - A Lenda de Arquitaurus - Carlos França)