Ser Pai

09/08/2017

É uma dádiva chamar o vento por testemunha em alguns momentos.

Depois avançar sobre a terra com os pés firmes, olhando o horizonte abençoado pela estrela da manhã de todos os dias.

As alianças afetivas são frutos de um trabalho íntimo, constante, vivo e cheios de significados, temperadas por um bem-querer que cobre o infinito, às vezes, apenas, pela força de uma mão estendida.

De outro modo, as alianças não reconhecem seus autores ou suas necessidades. E ali se perde, não apenas uma oportunidade de afeto, mas uma realização verdadeira.

Por isso, quando o amor abre-se no jardim do afeto filial, cultiva-se lá as flores do verdadeiro sentimento.

Ser pai é dedicar-se ao encontro do ser em complemento, é transitar como proteção e cuidado em razão da intempérie profunda e casuística do mundo, acolhendo entre as mãos, ou num abraço singelo, os ombros do segundo sagrado, o filho.

E no fundo do peito transmitir um valor entre o ser e a coragem. No mais e sem esforço, quando o amor sempre foi... é.

(Carlos França)