Signo - Câncer

22/06/2017

Anda na praia da segurança a proteger e protegendo-se. De sua delicadeza, quando temperada de sentimentos íntimos e calmos, nasce os mais suaves perfumes do mundo.

Ao olhar para cima, vê o sol liquido, pintado em aquarela deslumbrante e a mover os sonhos da infância na cadência do primeiro carinho recebido e partilhado. Está imerso em fluxos contínuos que rivalizam com a matéria pensante, sensória e pesada.

E sem pretender conhecer o imponderável, penetra a trama invisível e espiritual. Nesse instante, pare a intuição já adulta, sem o cordão umbilical do pensamento concreto. Adaptativo ao ambiente, o domina às avessas, pois mergulha além do que é visível, enquanto na superfície luta tenazmente pelos seus direitos.

A sensibilidade dobra a folha espessa da existência, embalando o afeto em uma felicidade que multiplica os cuidados. Maternidade inteira, sem gestos bruscos ou desorientados, que invade e nutre até mesmo as moléculas da vida.

E como se dono das memórias, orquestra o tempo interno e ali retém todas coisas sentidas, imaginadas e possuídas. Da lealdade, faz a fronteira da sua vida, e da família o centro radiante, que um dia gerou o universo e do qual tudo depende e se nutre.

Na união de tudo que somos, ainda que inteiros e que formosos sejam nossos passos no mundo, se não vibrarmos o calor da emoção que sentimos, é como se Deus só existisse dormindo.

Carlos França