Signo - Sagitário

13/12/2017

Na amplidão dos sonhos exaltados, quando o arco retesado sob o sol de dezembro, o razoável é atingir o Everest num único dia ensolarado, num pulo, num salto. Se o atinge, foi fácil; se não o atinge, o céu ficou tão mais perto que o bronzeado é muito melhor do que o esperado.

Se dá um passo na terra é com o vigor dos mais preparados, ao mesmo tempo, que revitaliza o inatingível e o inesperado. E não é tudo, enquanto isso, são mil passos no imaginário semelhante aos pássaros que voam mais alto. Por isso quase sempre seus nativos ultrapassam as expectativas até dos mais obstinados.

Sagitário desbrava o horizonte como um ser religioso, justo e inviolável. Por outro lado, o céu estrelado que ele mesmo tornou pleno, espiritual e imaculado é agora tão terreno que faz desse escândalo um banquete comemorado. Vive o mundano e o sagrado do mesmo lado.

Sagitário expande o mar de vontades sob o fervor de lábios amado, mas não se faz de rogado em nenhum caso, chega a motivar os mais desinteressados. Quando é intenso, é pouco; quando é pouco, é bastardo. E do concreto gesto das mãos medindo os tolos, os crédulos e os sábios o formoso centauro espiritualiza o sal dos corações amargos.

"Ó sagitário, que força é essa que mantém o sol em seus braços fortes e incendiários? Calor, luz? A chama mais acesa do coração volátil? Não importa! Encha de dádivas meus ideais e os de milhares, pois na arte do entusiasmo, o Céu e a Terra juntos sob seu comando é o território mais vasto, e, ao encontrá-lo ali em seus ideais e cuidados, é a minha alma que abraço. E sem perceber o ato sagrado, meus sonhos avançam como um raio!"

Carlos França